Em livro, professor fala de Bíblia, Ciência e Tecnologia.
03/12/2007- Fatos abordados pela Bíblia e uma possível correlação destes com acontecimentos antigos e recentes nos campos da Ciência e da Tecnologia. Este é o tema que norteia a leitura de Bibliociência - uma reflexão bíblica, científica e tecnológica dos fatos atuais, livro escrito pelo professor da Fatec Indaiatuba, Sérgio Furgeri. Mestre em Ciência da Informação pela Puc-Campinas, e professor de Análise e Projeto de Sistemas de Informação e Linguagem de Programação na Fatec Indaiatuba, Furgeri revela que, já há algum tempo, queria compartilhar com os outros aquilo em que acredita: o que está escrito na Bíblia. “Seria muito melhor a vida em sociedade se as pessoas acreditassem na Bíblia”, opina ele.
Embora pertença a uma denominação religiosa que surgiu de uma dissidência da histórica Igreja Luterana, o professor deixa claro que falar de religião não é o propósito de seu livro. Desde que lançou Bibliociência, em setembro deste ano, Furgeri tem sido convidado para dar palestras em faculdades, escolas e entidades, como o Museu da Bíblia, em Barueri, onde dará palestra no próximo dia 9 de dezembro. “Vou onde me chamarem. Estou à disposição”, diz o professor.
Por conta própria, Furgeri colocou no mercado mil cópias de Bibliociência. O livro, que custa R$ 20, pode ser encontrado na papelaria Nipon, Revistaria Gaviolli e Ponto Feliz, todas em Indaiatuba. Contatos com o autor podem ser feitos pelos fones: (19) 3875-9424 e 9124-8100, ou pelo seu site, www.sergio.pro.br, onde também podem ser lidos trechos do livro.
A seguir, a entrevista que o site da Fatec Indaiatuba fez com o autor de Bibliociência:
Você sentiu dificuldade em escrever sobre este tema? Sentiu medo, em algum momento, de não ser compreendido, ou ser mal interpretado?
S.F. Não senti dificuldade, já fazia tempo que queria escrever sobre isso. Senti dificuldade em publicar o livro, já que o banquei por conta e risco. Não tenho medo de ser mal interpretado, coloquei apenas coisas que acho corretas, coisas em que acredito. Claro que não é possível deixar todo mundo contente, claro que muitas pessoas vão discordar de mim...E daí?
Qual tem sido o retorno?
S.F. De forma geral, estou até surpreso com o retorno que tenho tido dessa obra. Não digo retorno financeiro porque isso nem é meu objetivo. Financeiramente falando talvez eu nem consiga reaver o investimento, mas, o retorno pelo trabalho em si. Até achei que as pessoas me questionariam a respeito, porém isso não aconteceu até agora.
Imagine um leitor que, ao ler seu livro, não concorde com suas interpretações, ou veja exagero nelas. O que você diria para ele? Como o convenceria de suas idéias?
S.F. Não diria nada, não preciso convencer ninguém, tanto que em minhas palestras não abro para debates. Não tenho objetivo de discutir nada, apenas colocar minhas posições sobre o assunto. O leitor tem todo o direito de não concordar com minhas idéias, o que não acho justo é ser ofendido por isso. Por exemplo, posso não concordar com um homossexual, mas jamais faria algum mal a ele. Não pretendo convencer ninguém, tudo é uma questão de livre arbítrio. A própria Bíblia não obriga ninguém a nada, mas ela sugere comportamentos e atitudes adequadas. Se algumas coisas são exagero, bem, eu mesmo afirmo que não podemos ter certeza de muita coisa, são muitas suposições. Outras coisas são biblicamente afirmadas, por exemplo, quem não crer que Jesus é o filho de Deus está condenado ao inferno, isso não sou eu que afirmo, mas a própria Bíblia.
De uma maneira geral, você acha que o avanço do conhecimento científico, e a difusão do conhecimento, têm afastado mais pessoas da Bíblia? E de Deus?
S.F. Num primeiro momento sim, mas com todo o avanço científico o homem começa a perceber que o mundo é tão perfeito, as relações físicas e químicas são tão perfeitas e complexas que somente um ser inteligente poderia ter arquitetado tudo isso.
Como você administra as questões Fé e Conhecimento em sua vida? Ou melhor, como consegue separar?
S.F. Não acho que separo isso, creio que uma contribua com a outra. Mantenho isso em perfeita harmonia. Não há nada em meu conhecimento que esteja em conflito com minhas convicções de fé.
"Um indivíduo carregando um livro científico é visto, na maioria das vezes, como um intelectual, alguém muito inteligente; já um indivíduo carregando uma Bíblia pode ser visto como um tapado, um alienado, alguém desprovido de conhecimento científico, um ‘louco'”. Esta afirmação que aparece em seu livro tem a ver com o preconceito enraizado sobre a Bíblia. Na sua opinião, que fatores contribuem para a disseminação deste preconceito?
S.F. A mídia, principalmente quando apresenta pessoas que supostamente seguem os princípios bíblicos e acabam se envolvendo em escândalos. Outra questão importante é o fato de que a maioria das pessoas acha que alguém que segue a Bíblia é privado de certos prazeres da vida.
Haverá um possível relançamento ou uma continuidade de seu livro?
S.F. Ainda é cedo para falar em novidades, mas pretendo ampliar o livro e traduzi-lo em outras línguas. Sinto que devo fazer isso. Outra coisa que vou fazer em breve é gravar uma música sobre a Bíblia. A letra já está pronta e vou apresentá-la dia 9 deste mês (dia da Bíblia) no Museu da Bíblia em Barueri, local em que estarei palestrando sobre o tema.
Site do Professor: www.sergio.pro.br
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