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Súmula da Semana de Libras (FATEC Indaiatuba)

Palestras e Roda de Conversa sobre os variados temas e características acerca da Língua Brasileira de Sinais - Libras - ocorreram na Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba (FATEC) entre os dias 24 e 28 de abril de 2017, promovida pelo Núcleo de Estudos da Linguagem das FATECs (NELF), coordenado pela professora doutora Magali Barçante, docente da FATEC Indaiatuba e professora pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Universidade de Brasília (UnB). 
A Semana de Libras foi organizada pela professora especialista em Libras: educação de surdos, Lígia Cristina de Souza Canova, que é intérprete de Libras pela Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais - AME - e contou com a colaboração da Gestora de Serviços Amanda Roberta Camargo.
Há 15 anos atrás, em 24 de abril de 2002, foi regulamentada a Lei 10.436, que reconhece a Libras como meio de comunicação e expressão. No Brasil, a língua portuguesa é a primeira língua oficial e a Libras veio como segunda língua reconhecida. Diante disso, benefícios e lutas políticas aconteceram em favor da comunidade surda, sendo notório que pessoas e serviços públicos têm se preocupado em atender o que a Lei estabelece. A conquista da oficialização da língua ajudou na construção da identidade do surdo ou pessoa com deficiência auditiva e da cultura surda.
 A FATEC Indaiatuba tem ofertado oficinas e minicursos de Libras para a comunidade interna e externa, e desses encontros, em 2015, um convite foi feito a dois professores, Salomé Dallan e Jason Nichols, que apresentaram, respectivamente, os temas Escrita da Língua de Sinais (Signwriting) e American Sign Language (ASL) para os participantes e alunos. Com uma boa repercussão dessas aulas, a ideia amadureceu e se concretizou a Semana de Libras, idealizada pela professora Lígia.  A data escolhida, 24 de Abril deu abertura à Semana de Libras, em comemoração à Lei 10.436.
Debater sobre a Libras e sua amplitude como língua foi a motivação para a realização desse evento, além da possibilidade de aproximação dos públicos, estudantes, professores, pesquisadores, intérpretes de Libras e comunidade em geral.
Durante a Semana de Libras, as professoras Adriana Venancino e Andréa Venancino trataram do tema CODA (ambas são CODA - filhas de pais surdos) e apresentaram como é a vida de filhas de pais e avós surdos, discutiram os entraves sobre a ‘flutuação’ entre duas línguas que as cercam, as impressões sobre esses mundos (de línguas diferentes) nos quais vivem, e a relação afetiva/profissional com a língua de sinais. A professora mestre Salomé Dallan palestrou sobre a escrita da Libras e a escola, demonstrando o sistema de representação ou símbolos por meio de sua escrita visual, e a professora da FATEC Barueri, e autora do livro A Educação do surdo ontem e hoje: posição sujeito e identidade, mestre Juliana Pelegrinelli, que apresentou sobre quem é o sujeito surdo, sua identidade e como o constitui. Para um momento mais descontraído, foi organizada na quinta-feira uma roda de conversa com a professora Talita Cris que promoveu o debate sobre um tema que permeia o meio escolar: “Planejamento pedagógico da escola como primeiro passo para a adaptação”. Para o encerramento da Semana de Libras, a professora Doutora Andrea Rosa ministrou a palestra intitulada: “Conflitos Éticos do intérprete de Libras na sala de aula inclusiva”, que marcou a Semana com um público mais específico.
Diversas pessoas e profissionais participaram do evento, desde paisagistas até professor de outro Estado. A divulgação na mídia ajudou bastante. Profissionais da área ficaram satisfeitos com os temas tratados e até sugeriram outros temas, e repetição do evento semestralmente. Esse tipo de evento ou atividade é de grande valia para esses profissionais e uma forma de capacitação.
O público diferenciado pode conhecer um pouco do que é a Libras, quem a usa, quem e o que a constitui, a estrutura linguística e depoimentos de surdos. Durante uma semana de evento a rotatividade de pessoas foi grande, permitindo a troca de experiências e contatos profissionais. Depoimentos e falas de incentivo à continuidade ao evento foram bem-vindos.
Para que o evento realizado pudesse ter uma estrutura bem organizada, recursos humanos foram necessários, e por ser um ambiente acadêmico, contamos com alunos em atividades acadêmico-científico-culturais, que são atividades que têm por finalidade complementar a formação do discente e ampliar o seu conhecimento teórico e prático com atividades extraclasse. Esses alunos, que até então não tinham conhecimento sobre o assunto, puderam observar, experimentar e opinar sobre o tema: Libras. 
Acessibilidade, o tema foco da Semana de Libras, não poderia deixar de atender ao público com necessidade especial e/ou deficiência auditiva ou surdo. Para isso, damos destaque aos profissionais intérpretes de Libras, Daniela Renata Ferracini Batista, Marcia Camargo Elias de Sa, Marco Antônio da Silva, Miriam Rodrigues da Silva, Jennifer Grebmov Del Giudice Borges, Flavia Ester Avanci e Félix Oliveira Santos que, voluntariamente, fizeram a tradução do conteúdo palestrado. 
Agradecimento à empresa Gráfica Marracini pelos bloquinhos de anotações cedidos e custas para o coffee break, à sra. Teresa da Banca do Januba pelos brindes doados e às professora Juliana Pelegrinelli, Leila Caldas e Samolé Dallan pelos livros de autorias próprias para serem sorteados aos participantes.
 

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